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EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS NATURAIS NO CURRÍCULO DE CURSOS DE PEDAGOGIA DE UNIVERSIDADES PÚBLICAS FEDERAIS NA AMAZÔNIA LEGAL BRASILEIRA

Autor: Eliane Regina Martins Batista (Orientadora: Prof.ª Dr.ª Tania Maria de Lima.)

Categoria: Teses 2017

Palavras-chave: Políticas curriculares. Curso de Pedagogia. Educação em Ciências Naturais. Amazônia Legal Brasileira.

Resumo:

 Esta tese apresenta resultados de um estudo orientado pelo propósito de analisar o lugar atribuído à Educação em Ciências Naturais no currículo de cursos de Pedagogia de Universidades Públicas Federais da Amazônia Legal Brasileira. O referencial teórico-metodológico adotado fundamenta-se na abordagem do ciclo de políticas que é, ao mesmo tempo, uma concepção teórica de política e um método de pesquisa. As análises pautam-se no entendimento de que políticas curriculares produzidas no contexto da prática, no caso, em universidades federais situadas na Amazônia Legal Brasileira, estão enredadas a complexos processos de produção de políticas em outros espaços e tempos, notadamente no contexto de influência e de produção de textos oficiais que tecem a legislação educacional. Com base neste pressuposto teórico-metodológico foram analisados textos que permitem observar relações entre os Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPCs) pesquisados e a política produzida nos contextos internacional e nacional. Esta pesquisa buscou identificar aproximações e distanciamentos entre documentos produzidos pela UNESCO e OCDE como recomendações para a educação de caráter planetário; documentos da política educacional nacional (Diretrizes Curriculares Nacionais para formação de professores da Educação Básica e para o curso de Pedagogia) e PPCs de Pedagogia de sete universidades públicas federais na Amazônia. As análises foram organizadas em três eixos: 1. Caracterização geral do curso de Pedagogia na Amazônia brasileira em nossos dias. 2. Princípios curriculares que fundamentam a formação do pedagogo nas IES pesquisadas. 3. O lugar dos estudos relativos às Ciências Naturais no currículo do curso de Pedagogia. Os resultados indicam que as aproximações fazem referência notadamente ao fundamento da formação do pedagogo na docência, concebida numa concepção ampliada que inclui também a preparação para gestão, pesquisa e para atuação em funções técnicas, em espaços escolares e não-escolares. Referem-se também à organização curricular com base em princípios como: relação teoria-prática; interdisciplinaridade; competências e contextualização. As singularidades foram relacionadas com a organização do currículo e com as diferenças de sentidos atribuídos aos termos que compõem o léxico da política educacional, a exemplo das competências. No que diz respeito à formação de pedagogos para a Educação em Ciências Naturais, as análises apontam diferenças na denominação das disciplinas acadêmicas, na carga horária e na posição que elas ocupam no currículo dos diversos cursos e, ainda, há o predomínio da ideia de currículo como uma coleção de conhecimentos validados pela ciência moderna. No entanto, é possível visualizar uma proposição que favorece análises sobre as relações entre Ciência e vida. Vale ressaltar que os saberes da cultura dos povos da Amazônia brasileira não foram incluídos nas ementas. Com base nos resultados deste estudo, são apresentados argumentos que apontam para a necessidade de se considerar que a crise de legitimação pela qual passa a ciência tem implicações no currículo. Isso não significa negar a importância da ciência, mas sim, questionar a ideia de currículo como uma coleção de conhecimentos pré-estabelecidos como os mais válidos e inquestionáveis. Finalizando, é feita a defesa da pertinência do diálogo entre Educação em Ciências Naturais e cultura local, tendo em vista que a escola tem muito a aprender com os povos da Amazônia. O amazônida compreende bem a natureza, especialmente o idioma das águas, pois nessa imensa região “o rio comanda a vida”. Em síntese, as análises não permitem falar em homogeneidades na formação de pedagogos para a Educação em Ciências Naturais, indicando práticas de recontextualização por hibridismos.

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A EDUCAÇÃO CIÊNCIA-TECNOLOGIA-SOCIEDADE (CTS) NO CONTEXTO DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Autor: Ethel Silva de Oliveira (Orientadora: Profa. Dra. Denise de Freitas)

Categoria: Teses 2017

Palavras-chave: Anos iniciais. Educação CTS. Alfabetização científica. Concepções de professores. Livro didático.

Resumo:

 Pesquisa centrada na análise da educação CTS nos anos iniciais do Ensino Fundamental, especificamente, focalizada no 4º e 5º ano. A investigação parte da seguinte problemática: Apesar de a educação CTS estar presente na orientação curricular no ensino de Ciências, este ainda é centrado no ensino tradicional, com ênfase na conceitualização científica, sendo assim, é importante investigar a compreensão e as ações promovidas pelos professores para a incorporação da educação CTS nos anos iniciais na escola, tendo em vista a superação dessa dimensão tradicional. A partir disso, as questões de pesquisa centram-se em: Qual a inserção da educação CTS nos anos iniciais considerando-se a Proposta Curricular de Ciências (PCC), o livro didático e as concepções de professores de 4º e 5º ano do Ensino Fundamental em escolas públicas de Itacoatiara/Amazonas? Desse modo, o objetivo geral consiste em: Analisar a inserção da educação CTS nos anos iniciais considerando-se a Proposta Curricular de Ciências, o livro didático e as concepções de professores de 4º e 5º ano do Ensino Fundamental em escolas públicas de Itacoatiara/Amazonas. A metodologia adotada pautou-se na abordagem qualitativa, em que foram utilizadas as técnicas de pesquisa documental, entrevista semiestruturada e oficina para produção de resultados, com um total de 18 professores participantes que atuavam no 4º e 5º ano da rede municipal de ensino de Itacoatiara. A análise dos dados foi feita a partir da análise textual discursiva. Para analisar a PCC, as discussões dos professores durante a oficina e o livro didático, utilizamos as seguintes categorias: os conteúdos e as abordagens de temáticas sociais e ambientais; evidência dos conhecimentos tecnológicos; reflexão crítica da ciência e tecnologia; participação e tomada de decisão. Para analisar as concepções CTS de professores partimos das seguintes categorias de análise: definição de Ciência e Tecnologia; influência da Sociedade na Ciência e Tecnologia; influência da Ciência e da Tecnologia na Sociedade. Os resultados referentes à análise da PCC apontam algumas aproximações com a educação CTS, tais como: formação para a cidadania, adoção da Tendência Crítico-Social dos Conteúdos, articulação de elementos CTS no objetivo geral da área de Ciências e, sobre os distanciamentos, identificamos um enfoque restrito dos conteúdos, principalmente, no bloco do 1º ao 3º ano; não evidencia uma abordagem interdisciplinar e contextualizada; além de apresentar algumas contradições ao priorizar o atendimento às exigências do mercado de trabalho. As concepções CTS dos professores se aproximam de uma concepção tradicional de ciência e tecnologia, mas também, uma ruptura, em parte, com esta concepção quando percebem o lado humano e os efeitos desastrosos da ciência e tecnologia. Quanto ao livro didático, os professores identificam algumas potencialidades para a educação CTS, tais como: abordagens sociais e ambientais ao tratar sobre o desmatamento, impactos das indústrias, os riscos e benefícios de algumas intervenções humanas no ambiente, dentre outras. Portanto, defendemos a tese de que a educação CTS está presente no ensino de Ciências dos anos iniciais de forma hibridizada pelas concepções e perspectivas curriculares tradicionais e compreensão do CTS via contextualização dos conceitos científicos.

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PRÁTICAS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE QUÍMICA: ENTRE O DITO E O PRESCRITO

Autor: Fábio Lustosa Souza (Orientadora: Profª. Drª. Terezinha Valim Oliver Gonçalves)

Categoria: Teses 2017

Palavras-chave: Pesquisa Narrativa. Licenciatura em Química. Formadores de Professores de Química. Práticas de Formação do Licenciado em Química.

Resumo:

 Esta tese é resultante de uma pesquisa qualitativa, na abordagem narrativa, que tem por objetivo analisar como se dá o processo de formação dos licenciandos em Química, a partir dos relatos de formadores de professores, tendo como parâmetros de aproximação os princípios educacionais dispostos no Projeto Pedagógico da Licenciatura em Química do Instituto Federal do Maranhão (IFMACampus São Luís – Monte Castelo, considerado um campus de referência no contexto dos 29 campi da Instituição existentes no Maranhão. A pesquisa contou com a participação de cinco professores formadores, selecionados a partir de critérios pré-estabelecidos e que os diferenciava dos demais profissionais que atuam no referido curso ao longo de seu funcionamento. A produção de material empírico dos sujeitos da pesquisa se realizou por meio de entrevistas semiestruturadas, com duração média de 50 minutos, gravadas em áudio, transcritas e interpretadas à luz da análise textual discursiva. A organização do material empírico se deu por aspectos recorrentes e singulares percebidos nas falas dos sujeitos, cujas análises deram origem a duas sessões temáticas com os seguintes títulos: i) Práticas pedagógicas diferenciadas de formadores de professores e; ii) o currículo de química na formação de professores de química. A análise dos resultados revela que os formadores de professores manifestam experiências formativas exitosas, configuradas nas atividades de pesquisa e extensão, assim como nas práticas pedagógicas diferenciadas de formadores de professores, que ratificam a necessidade de reflexão da prática docente como uma ação importante ao longo de sua atuação formativa. Contudo, a análise revela, também, concepções pedagógicas tradicionais de ensino de química, centradas na memorização, na repetição, no treinamento, no exercício, na predileção dos conteúdos técnicos, e na racionalidade técnica, num movimento de aproximação/distanciamento, aos/dos pressupostos epistemológicos que se encontram previstos/prescritos no PPC do curso. No tocante ao currículo da Licenciatura em Química e o Projeto Pedagógico de Curso, as análises me fizeram perceber que, em alguns momentos, as referidas práticas formativas se aproximam/distanciam dos pressupostos pedagógicos e epistemológicos defendidos no próprio documento, o que me levou a propor recomendações, tendo em vista novos/outros direcionamentos a serem adotados no decorrer do processo formativo de futuros professores de Química.

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DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DOCENTE EM UM CURSO DE FORMAÇÃO POR ÁREA DO CONHECIMENTO: CIÊNCIAS NATURAIS E MATEMÁTICA

Autor: Felício Guilardi Junior (Orientadora: Profa. Dra. Irene Cristina de Mello.)

Categoria: Teses 2017

Palavras-chave: Docência no Ensino superior. Narrativas Autobiográficas. Mônadas. sentidos subjetivos. Identidade docente.

Resumo:

 Esta investigação é dedicada ao estudo de processos de construção de identidade de um grupo de cinco docentes, em exercício no ensino superior, de curso de Licenciatura em Ciências Naturais e Matemática, desenvolvido no Campus Universitário de Sinop da Universidade Federal de Mato Grosso. O grupo de docentes tem em comum, a docência no curso e participam do programa de doutorado da Rede Amazônica de Ensino de Ciências e Matemática. As formações de graduação, pós-graduação (mestrado), áreas de concurso e tempo de docência são diversos, no entanto, um grupo da área de ensino de Ciências Naturais e Matemática. Outra marca do grupo, como profissionais da Educação é que quatro iniciam a docência, no ensino superior, no contexto do curso, com menos de quatro anos de atuação. A abordagem teórica-metodológica é assumida na perspectiva de pesquisa qualitativa interpretativa, tomando-se por base entrevistas individuais gravadas em vídeo e áudio, caracterizadas como narrativas autobiográficas, transcritas e submetidas a leitura, para a produção de mônadas, com enfoque em Walter Benjamin, George Otte, Petrucci-Rosa e colaboradores. Neste sentido, o que apresentamos compreendem representações de sujeitos em dinâmica de processos de construção de identidade docente e configuração de sentidos subjetivos, individuais e sociais, na perspectiva construtiva-interpretativa das mônadas, interrogadas sob a teoria da subjetividade de Gonzalez Rey. As narrativas transparecem mônadas desencadeadas por estranhamentos dos sujeitos ao perfil da docência proposto pelo projeto pedagógico de curso. As Mônadas individuais - expressam dinâmica de construção de identidade e configuração de sentidos subjetivos individuais e sociais da docência. Elas são autorreflexões, em torno de sentidos, que se relacionam com formação por área de conhecimento, organização curricular, interdisciplinaridade e transdisciplinaridade como possibilidade de ressignificação de identidade e sentidos subjetivos da docência, individuais e sociais, subjacentes a processos de formação anterior. As narrativas apontam processos identitários e configuração de sentidos subjetivos, propiciados por reflexões, filosóficas e epistemológicas, no contexto do Programa de Pós-Graduação da Rede Amazônica para o Ensino de Ciências e Matemática. Sob tais aspectos, defendemos que o processo de formação de professores de Ciências Naturais e Matemática, inicial e continuada, desenvolvido pela Universidade Federal de Mato Grosso, contribui para dinâmica de identidade e configuração de sentidos subjetivos da docência, ao propiciar em seu projeto, reflexões em torno de sentidos subjetivos que coexistem a um não mais e um ainda não, que implicam em reconfigurações de processos identitários nas dimensões pessoal, profissional e institucional da docência no ensino superior.

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SABERES QUE SABEM À EXTENSÃO

Autor: Irlane Maia de Oliveira (Orientador: Prof. Dr. Attico Inácio Chassot)

Categoria: Teses 2017

Palavras-chave: Comunidade. Saberes primevos. Extensão universitária. Saberes acadêmicos. Saberes escolares.

Resumo:

 A extensão universitária tem um sentido significativo em minha vida, pois, a partir de suas práticas, aprendi a viver a universidade; este viver sempre se pautou na preocupação do diálogo acadêmico com a comunidade, reconhecendo seus saberes para que estes possam retornar à escola e ampliar o repertório de conteúdos a serem ensinados sob contexto que reflita a realidade de seus estudantes. A vivência suscitou também inquietações de como vem ocorrendo a prática da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, uma vez que as ações de extensão estão desvinculadas dos projetos pedagógicos de cursos e se configuram em ações meramente pontuais. Com a perspectiva de contribuir para que o processo verticalizado do saber acadêmico torne-se um processo dialogizador, é necessário reescrever sua relação com a comunidade, e esta com a escola. A reescrita não pode ocorrer sem a oitiva dos saberes da comunidade, pois sem esta a prática social da universidade tende a manter seu caráter puramente assistencialista. Nesta perspectiva, a escola é parceira fundamental no processo, mas deve também rever sua prática social, pois, não raro, desvaloriza ou desconhece os saberes da comunidade. Essa assertiva vem da atuação quando professora da rede estadual de ensino entre os anos de 2000 e 2009. A raiz da problematização da pesquisa é empiricista e foi modelada pelas ações de extensão da Universidade Federal do Amazonas, onde foi possível predizer que a sua prática social vem mantendo a verticalização, e sendo produtora e detentora do saber, estende à comunidade. Afiançada em Paulo Freire e na reflexão diante do alerta feito por um dos maiores historiadores da atualidade, o inglês Eric Hobsbawm sobre a destruição de nosso passado social, foi possível envolver o idoso na pesquisa, porque se entende que a juventude de hoje cresce em um ambiente sem qualquer vínculo com as experiências de suas gerações passadas. Além disso, instigada pela frase â??Quando um velho morre é como uma biblioteca que queimaâ??, encontramos sentidos, significados e elementos estruturadores para nos posicionarmos diante do seguinte problema: Como transformar saberes primevos em saberes escolares a partir da oitiva da comunidade, em diálogo com os saberes acadêmicos? A incursão metodológica abordou qualitativamente os dados à luz da História Oral como metodologia e descreveu a extensão universitária como construto dialógico que desvela a Amazônia como unidade de sentido, apresentando ações inovadoras para a universidade do século 21 – principalmente as de países colonizados e multiculturais sob perspectiva pós-colonial em que o seu papel social pode ser reestruturado e romper com a verticalização do saber se quisermos avançar, de fato, para uma nova e diferenciada prática social na qual a oitiva torne-se o exercício diário do diálogo com a comunidade em parceria com a escola.

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