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EDUCAÇÃO SEXUAL NA ESCOLA: SENTIDOS SUBJETIVOS DO SUJEITO QUE APRENDE EM UMA ESCOLA PÚBLICA DE RIO BRANCO - ACRE

Autor: Pedro Raimundo Mathias de Miranda (Orientador: Prof. Dr. José Moysés Alves)

Categoria: Teses 2018

Palavras-chave: Sexualidade. Educação Sexual Emancipatória. Subjetividade. Epistemologia Qualitativa. Ensino Médio.

Resumo:

 A Educação Sexual (ES) intencional na escola contribui para ampliar a formação cidadã do/a estudante, preparando-o/a para uma convivência mais humanizada na sociedade. Entretanto, poucas escolas têm se ocupado em oferecer de forma sistemática, atividades pedagógicas de ES conforme preconizam documentos que consideram a educação em sexualidade como parte dos Direitos Humanos e dos Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, pela complexidade de implantação das atividades. Nos dias atuais, a inclusão da ES intencional na escola é uma necessidade social, devido, entre outros, à gravidez indesejada na adolescência. Considerando o número total de nascidos/as vivos/as de mães com menos de 19 anos de idade, em 2015, para o Estado do Acre foi registrado o maior percentual (27%) de todo o território brasileiro (média de 18,1%). A presente pesquisa, de abordagem qualitativa, inspirada na Teoria da Subjetividade e na Epistemologia Qualitativa de Gonzalez Rey, investiga como se configuram os sentidos subjetivos de estudantes do Ensino Médio sobre a sexualidade e como tais configurações de sentido se transformam por meio de práticas educativas dialógico-problematizadoras, em uma perspectiva de abordagem emancipatória de educação sexual. Foram realizados 22 encontros com 17 estudantes de uma escola pública de Rio Branco, Acre, para dialogar sobre vários assuntos relacionados à sexualidade, utilizando recursos didáticos diversos. A produção de informações ocorreu durante a realização das atividades, por meio de conversações em grupo e individuais, complementos de frases, desenhos, redações e registros individuais em caderno específico para esse fim. A análise construtivo-interpretativa das informações incluiu a elaboração de indicadores e hipóteses para construção do modelo teórico sobre o objeto de estudo. Os resultados indicam que a realização de práticas dialógicas favorece a produção de sentidos subjetivos relacionados à sexualidade dos/as participantes da pesquisa quanto a expressão e vivência da sexualidade. As discussões sobre relacionamentos, mídia e sexualidade, funções sexuais e reprodutivas do sistema genital, concepção e prevenção da gravidez indesejada, Direitos Sexuais e Reprodutivos, discriminação sexual na escola, além de outros contribuíram para a autonomia, bem-estar e respeito dos/as participantes em relação às diferentes manifestações da sexualidade. Os resultados confirmam a tese de que a Educação Sexual intencional na escola, com base na abordagem emancipatória, por meio de práticas dialógico-problematizadoras, cria condições favoráveis à produção de sentidos subjetivos propícios à vivência responsável e prazerosa da sexualidade. Oferecem ainda, subsídios para (re)pensar maneiras de promover a ES intencional de adolescentes na escola, em uma perspectiva de abordagem emancipatória.

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INCLUSÃO DE ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA VISUAL NOS JOGOS DE LINGUAGEM ENVOLVENDO A MATEMÁTICA

Autor: Paulo Roberto De Jesus Silva (Orientadora: Profa. Dra. Marisa Rosâni Abreu da Silveira)

Categoria: Teses 2018

Palavras-chave: Jogos de linguagem. Regras. Formas de Vida. Educação Matemática. Deficiência visual. Inclusão escolar

Resumo:

 A Matemática é fundamental no desenvolvimento de qualquer pessoa, há, porém, a necessidade de modificações no seu ensino e aprendizagem, também em relação aos estudantes com deficiência visual (EDV) para convergir com a inclusão escolar. Notou-se crescimento de matrícula desses estudantes, inclusive no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), cenário que acentua tensões e desafios, dilatando nosso interesse em investigar essa temática, a partir de um viés wittgensteiniano. Nesta perspectiva, emergiu o seguinte problema de pesquisa: como acontece a participação, ou não, de estudantes com deficiência visual nos jogos de linguagem envolvendo o ensino de matemática? Nossa tese é que a aprendizagem de conteúdos de matemática por EDV depende de sua inclusão nos jogos de linguagem para não se tornarem cegos para o aspecto. E, apenas no âmbito desses jogos a utilização de recursos especializados facilita tal aprendizado. A pesquisa tem por objetivo geral analisar como ocorre a participação de EDV nos jogos de linguagem que envolvem o ensino da Matemática. E especificamente, objetiva analisar conceitos wittgensteinianos que podem melhorar a compreensão sobre a aquisição de conteúdos matemáticos por parte desses estudantes; bem como compreender as formas de vida das palavras pronunciadas nas aulas de Matemática no Ensino Médio do IFMA e suas consequências na aprendizagem dos estudantes com deficiência visual. A pesquisa de abordagem qualitativa se coaduna com o objeto de estudo, indispensável para situar o contexto nos jogos de linguagem dos quais os EDV participam, ou não, por meio de um ensino que promova condições de significação. Elegemos o estudo de caso como método por possibilitar ao pesquisador aprofundar a análise de uma situação singular em seu contexto e utilizamos a pesquisa bibliográfica, documental e de campo. Quanto a pesquisa bibliográfica elaboramos um quadro teórico relacionado com o objeto de estudo em um viés wittgensteiniano. Em termos do corpus documental analisamos documentos oficiais do IFMA. Na pesquisa empírica desenvolvemos investigação em Curso Técnico do IFMA, por meio de aplicação de entrevista semiestruturada com seis participantes, sendo dois alunos com deficiência visual (representando 100% do universo de alunos com essa deficiência na instituição pesquisada) e quatro professores de matemática. Ocorreu a observação de doze aulas na qual participaram um EDV e dois professores, em momentos distintos. Apresentamos resultados e discussões da pesquisa, a partir do viés escolhido e das palavras pronunciadas pelos participantes da pesquisa, atento aos aspectos que favorecem ou dificultam a inclusão dos estudantes com deficiência visual no ambiente institucional, especialmente nas aulas. Dentre os resultados apontamos que as práticas, inclusive pedagógicas, na instituição têm uma ambivalência no que diz respeito à oferta de oportunidades de participação aos estudantes com deficiência visual nos jogos de linguagem envolvendo a matemática. Coexistindo condições favoráveis e desfavoráveis à realização de lances nesses jogos. Assim como constatamos evidências da germinação da inclusão nas aulas de matemática, também observamos limitações impostas à compreensão do sentido mais profundo das palavras em uma espécie de cegueira para o aspecto. Em alguns momentos, notamos que a participação dos EDV nos jogos de linguagem dependia quase que exclusivamente da interação com os estudantes sem deficiência, o que limitava a aprendizagem da linguagem matemática. Quando o professor se esforçou para elaborar alternativas, não se restringindo à utilização de recursos especializados, para ensinar, permitindo o uso das palavras dos estudantes, gerou condições de significação na aula. Por fim, expressamos que alguns elementos são indispensáveis para construção e/ou fortalecimento de uma educação inclusiva na matemática. Tais como necessidade de ampliação de oportunidades de formação continuada aos docentes, incluindo questões a partir da linguagem. Bem como, maior ênfase na promoçãodo diálogo na sala de aula, em especial entre os estudantes com seu professor, pois dessa forma o aluno se pronunciará e o professor saberá se houve ou não aprendizagem, podendo assim rever suas práticas. Concluímos que promover à participação dos estudantes com deficiência visual nos jogos de linguagem é fundamental para sua aprendizagem de conteúdos de matemática, nesse contexto os recursos pedagógicos especializados alcançam sua finalidade.

 

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VISUALIZAÇÃO DINÂMICA NO ENSINO DE GEOMETRIA

Autor: Liliana Karla Jorge De Moura (Orientador: Prof. Dr. André Krindges. Coorientadora: Profa. Dra. Gladys Denise Wielewski)

Categoria: Teses 2018

Palavras-chave: Ensino de Geometria. Visualização geométrica. Dinâmico mental. Van Hiele

Resumo:

 Esta pesquisa foi desenvolvida com alunos do 2º ano do curso Técnico em Agropecuária Integrado ao Ensino Médio do IFMT Campus Cáceres professor Olegário Baldo. Participaram, inicialmente, 15 alunos, sendo que dois desistiram durante as aulas de geometria. A pesquisa teve como tese “O ensino de geometria por meio de atividades que desenvolvam a habilidade de visualização geométrica com dinâmica mental torna o processo de aprendizagem de conceitos geométricos mais favorável ao estudante”. Para provar essa tese, traçamos o objetivo geral que visou “Investigar se e como a visualização geométrica com dinâmica mental é importante para a compreensão de conceitos geométricos”. A pesquisa teve como problema “Uma sequência didática que envolve os níveis de van Hiele e a visualização geométrica com dinâmica mental permite ao estudante (re)construção de saberes/conhecimentos relativos a conceitos geométricos?” Para sustentar a base epistemológica, procuramos embasamento no modelo de desenvolvimento geométrico de van Hiele, pois acreditamos na importância de reflexões e oportunidades para que o aluno construa seus conhecimentos e desenvolva a habilidade de visualização com dinâmica mental. Também nos asseguramos na Teoria das Situações Didáticas TSD de Brousseau, pela ocorrência da aprendizagem por intermédio de observações, análises e relações entre aluno, professor e saber. O método de pesquisa norteador deste trabalho foi a Engenharia Didática; trabalhamos com as 04 fases desse método, a análise prévia, análise a priori¸ experimentação e análise a posteriori. Na análise prévia, abordamos o ensino de geometria no Brasil; através da entrevista I e do teste II procuramos verificar em qual nível de pensar cada aluno se encontrava. Na experimentação, desenvolvemos a sequência didática e, para cada atividade fizemos as análises a priori e a posteriori, a fim de confrontar os dados de aprendizagem obtidos durante o desenvolvimento desta. Para a coleta dos dados realizamos entrevistas, observações, testes e desenvolvemos uma sequência didática com 21 atividades. Após trabalharmos com as atividades, visando desenvolver a habilidade da visualização geométrica com dinâmica mental, concluímos que a pesquisa provou a tese, uma vez que houve crescimento no conhecimento dos estudantes, tal crescimento foi comprovado pelos resultados obtidos no teste II. Além disso, os estudantes declararam na entrevista II que a metodologia foi eficaz e motivadora; que apresentaram bom desempenho nas atividades; que a visualização geométrica com dinâmica mental facilitou a resolução das atividades e contribui para melhorar a aprendizagem de conceitos geométricos.

 

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MOSTRA BRASILEIRA DE FOGUETES E O USO DE MAPAS MENTAIS COMO FERRAMENTA AVALIATIVA: ESTUDO SOBRE O ENSINO DE FÍSICA EM CURSOS INTEGRADOS DO IFMT – CAMPUS DE ALTA FLORESTA

Autor: Marcelo Luiz Da Silva (Orientadora: Profa. Dra. Elizabeth Antônia Leonel de Moraes Martines)

Categoria: Teses 2018

Palavras-chave: Ensino de Física. MOBFOG. Aprendizagem significativa. Psicologia Cultural. Mapas mentais.

Resumo:

 Este trabalho insere-se na problemática da iniciação científica de Física durante a Educação Básica. Nessa etapa formativa, a escola deveria aproveitar a curiosidade e a criatividade dos alunos para despertar neles o gosto por essa área do conhecimento e apresentá-la como uma das formas de explicação para os fenômenos naturais. Contudo, via de regra, o ensino tem, pelo contrário, gerado aversão ou indiferença pelo conteúdo da disciplina, privilegiando a aprendizagem mecânica. Esta pesquisa tem como objetivo geral investigar o uso de mapas mentais como instrumento didático no ensino de Física para estudantes do Ensino Médio, participantes da Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG) no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso (IFMT), campus de Alta Floresta. A MOBFOG é uma olimpíada escolar que pretende estimular o interesse pela experimentação e alimentar a fascinação pelo espaço celeste. A pesquisa foi realizada com 147 alunos do primeiro ano do Ensino Médio integrado aos cursos técnicos em Administração e em Agropecuária do referido instituto. Esses alunos foram divididos em 53 grupos, que vivenciaram diversas atividades, tais como oficinas, produção e apresentação de mapas mentais, lançamentos de foguetes no contexto da Mostra e estudo de conteúdos de Física (as leis de Newton e o lançamento oblíquo). O ensino se deu segundo a concepção proposta pela estratégia instrucional das Unidades de Ensino Potencialmente Significativas. A tese defendida neste trabalho é a de que os mapas mentais podem ser utilizados como uma ferramenta didática para a aprendizagem significativa tanto na identificação de subsunçores quanto no processo de avaliação de conteúdos de Física, favorecendo o estabelecimento de uma relação entre o conteúdo teórico e a prática experimental. A pesquisa foi embasada nas teorias da Aprendizagem Significativa de Ausubel, na Psicologia Cultural de Bruner e em alguns princípios norteadores da Aprendizagem Significativa Crítica de Moreira. A análise dos dados evidenciou que a MOBFOG foi capaz de despertar o interesse dos alunos pelo ensino de Física, mantendo-os ativos durante o processo de aprendizagem e que os mapas mentais funcionaram como ferramenta diagnóstica e avaliativa, auxiliando o professor em sua tarefa de ensinar o aluno a realizar uma aprendizagem significativa.

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AS QUESTÕES SOCIOCIENTÍFICAS (QSC): MODELO PEDAGÓGICO INTEGRADO PARA O CURSO DE LICENCIATURA “FORMAÇÃO DE PROFESSORES INDÍGENAS”, DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO/ FACED/UFAM.

Autor: Luciana da Cunha Ferreira (Orientador: Prof. Dr. Prof. Dr. Yuri Expósito Nicot)

Categoria: Teses 2018

Palavras-chave: Questões Sócio-Científicas. Modelo Pedagógico Integrado. Formação de Professores Indígenas.

Resumo:

 O trabalho de pesquisa tem como objetivo central descrever as relações curriculares e didático-metodológicas do Processo de Ensino e Aprendizagem das Ciências do Curso de Licenciatura Formação de Professores Indígenas da Faculdade de Educação/FACED/UFAM. A partir da análise documental dos Planos de Ensino e pelo Projeto Político Pedagógico, aprovadas pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE/UFAM), e de instrumentos de pesquisa como as entrevistas, os questionários e a observação em sala de aula, os estudos foram direcionando-se para um enfoque pautado para a inserção das QSC na formação sócio-científica e cidadã das novas gerações de professores com a formação indígena. Os temas com abordagem das QSC e o enfoque CTS vem complementar os propósitos interculturais dos valores, tradições e das culturas locais de cada povo. Realizou-se também uma análise sistemática sobre as resoluções No 010/2017 e No. 08/2013 que aprovam toda a periodização dos conteúdos obrigatórios, distribuídos em etapas, módulos, disciplinas gerais e por área específica da formação. Através destas resoluções, foi estudado o processo de Ensino e Aprendizagem das disciplinas de Ciência do Curso de Formação de Professores Indígenas, FACED/UFAM numa perspectiva encaminhada para a formação dos futuros professores indígenas, partindo de um diagnóstico apontado através de entrevistas e de observações do processo de ensino e aprendizagem dirigidos pelos docentes em sala de aula para formar as bases da implementação de um modelo pedagógico integrado ao Projeto Político Pedagógico do curso FPI) que contribui com a formação sócio-científica e cidadã não somente dos futuros professores, mas principalmente da continuação dessa conscientização com os povos da floresta, que habitam a região do estado do Amazonas. A pesquisa é do tipo qualitativa, envolvendo o método de triangulação para avaliar e consolidar os dados obtidos a partir dos indicadores dados pelas categorias e respostas dos alunos; em seguida utiliza-se o método de especialistas (Delphi) para validar o modelo integrado pedagógico proposto.

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