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EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS NATURAIS NO CURRÍCULO DO CURSO DE PEDAGOGIA ACORDO BRASIL-JAPÃO: TRAVESSIAS DE UMA UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA EM TERRITÓRIO ESTRANGEIRO

Autor: Glauce Viana de Souza Torres (Orientadora: Profa. Dra. Tânia Maria de Lima)

Categoria: Teses 2017

Palavras-chave: Pedagogia acordo Brasil/Japão. Educação a distância. Currículo intercultural. Educação em Ciências Naturais. Ciclo de Políticas.

Resumo:

Este estudo pôs em pauta o Curso de Licenciatura em Pedagogia, modalidade a distância, Acordo Brasil-Japão, ofertado entre os anos de 2009 e 2013, pela Universidade Federal de Mato Grosso, em terras nipônicas. A oferta do referido curso foi considerado um passo fundamental para regulamentar a atuação de escolas brasileiras no Japão, as quais estavam à margem do sistema educacional dos dois países. O objetivo precípuo foi analisar, na produção de práticas pedagógicas, os processos de negociação cultural que potencializaram a Educação em Ciências Naturais, no referido curso. O estudo foi fundamentado no pressuposto de que a realização do curso resultou da luta dos decasséguis pela regularização de escolas brasileiras no Japão. Por essa razão, utilizam-se, na construção da argumentação, de discussões teórico-metodológico ancoradas nas teorias pós-críticas, especialmente no que se refere à ideia de política enquanto um ciclo contínuo; de nação, como comunidade política imaginada, e de currículo como espaço-tempo de fronteira cultural. Trata-se de uma pesquisa documental que fez uso de textos políticos sobre a criação e desenvolvimento do referido curso e de relatórios de estágio curricular. As análises remeteram ao entendimento de que as práticas pedagógicas adotadas pelos licenciandos no contexto do estágio foram referenciadas em duas perspectivas teórico-metodológicas: uma, que reitera os pressupostos da ciência moderna, mantendo articulação com as disciplinas de referência, e outra que busca situar o currículo num espaço-tempo de fronteira cultural. Com base nas análises, é defendida a tese de que a formação de professores referenciada em diálogos interculturais potencializa a produção curricular intrínseca entre ciência e saber narrativo e, por conseguinte, a educação em Ciências Naturais. Esse posicionamento teórico-metodológico implica em jogos de linguagem para o enfrentamento de desafios da condição pós-moderna, em que a humanidade se encontra. Conclui-se que, ao tratar o currículo como espaço-tempo de fronteira entre culturas, mesmo expressos em princípios da centralidade na ciência moderna ocidental, o saber e o poder não ocuparam um único centro, representando avanços em relação ao entendimento de que, na condição pós-moderna, a potencialidade da vida e do mundo está na fronteira, lugar onde a incerteza, a transitoriedade e a provisoriedade geram tensões e conflitos que incitam à criação, à inventividade e ao reconhecimento de que a dimensão de produção do conhecimento se faz presente nos muitos fenômenos do mundo. Na pesquisa, evidenciamos que a centralidade, ainda presente da ciência moderna ocidental, não favoreceu o reconhecimento de que o Oriente, no caso o Japão, também produz ciência. Dessa maneira, defende-se a produção de um currículo híbrido, descentrado, ambivalente, enquanto espaço de negociação de significados, visto que plural e que não opera na dotação de um só sentido.

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O ‘OCASO’ DO CURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS: CONSTRUCTOS MULTIDIMENSIONAIS DO ‘CREPÚSCULO’ ACADÊMICO

Autor: Nadja Fonseca da Silva (Orientadora: Profa. Dra. Rosália Maria Ribeiro de Aragão)

Categoria: Teses 2016

Palavras-chave: Formação de professores. Performatividade. Constructos multidimensionais da resiliência acadêmica. Qualidade de ensino.

Resumo:

Esta pesquisa tem por objetivos conhecer para compreender e analisar – crítica e reflexivamente – as razões e motivações de professores e estudantes que levaram ao ‘ocaso’ do curso de ciências biológicas na UNICEUMA; identificar e explicitar as representações do ‘ocaso’ do curso de ciências biológicas tais como compreendidas pelos professores e estudantes integrantes da última edição deste curso; explicitar visões, concepções, crenças, aspirações, percepções, sentimentos e conhecimentos que possam ser significativos para expressar pontos de vista de estudantes e professores no curso de formação, bem como no exercício profissional da docência em ciências biológicas. A tese contida é o ‘ocaso’ do curso de Ciências Biológicas que pode ser redimensionado para propiciar a aurora de novo/outro curso a partir do envolvimento efetivo do seu corpo social específico – professores, estudantes e gestores – na universidade em uma nova proposição, justamente pela qualidade de suas ações e reações de superação. Para o desenvolvimento deste trabalho em termos metodológicos, foram realizadas entrevistas individuais com os seis professores restantes, as quais foram gravadas, transcritas e os episódios recortados – transformados em dados – a partir da análise textual discursiva, além de aplicação de questionários a doze estudantes concluintes do curso de Ciências Biológicas buscando analisar as interações verbais que revelam os sentidos e significados do ‘ocaso’ no curso de licenciatura em Ciências Biológicas na instituição pesquisada. Tendo como diretrizes de investigação as vozes imbricadas dos sujeitos professores e estudantes, decorrentes da abordagem da pesquisa narrativa, foram estabelecidos eixos temáticos, que têm se explicitam na formação de professores e na comunidade de prática, para estudar o movimento dos processos auto-organizados – autoformação, autoconhecimento; autoeficácia, autoregulação; autossistema; autoria/autonomia - que, por meio de reflexões e ações, ampliaram o sentido e significados do corpo social da universidade – professores/estudantes/gestores. A análise e reflexão crítica sobre a possibilidade de superação do ‘ocaso’ no curso de ciências biológicas possibilitam compreender que a partir do que foi denominado de resiliência acadêmica, professores, estudantes e gestores têm condições de propor novo curso de ciências biológicas em termos eficientes e eficazes para formação de professores formadores nesta área.

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METÁFORAS CRIATIVAS: PROCESSO DE APRENDIZAGEM DE CIÊNCIAS E ESCRITA DA LÍNGUA PORTUGUESA COMO SEGUNDA LÍNGUA PELO ESTUDANTE VISUAL (SURDO)

Autor: Anderson Simão Duarte (Orientadora: Profª. Drª. Edna Lopes Hardoim)

Categoria: Teses 2016

Palavras-chave: Metáforas Criativas. Sujeito Visual (surdo). Aprendizagem. Ciências. Língua Portuguesa.

Resumo:

 A presente pesquisa tem como sujeitos estudantes visuais (surdos) oriundos da Rede Pública de Ensino de Cuiabá e Várzea Grande, Mato Grosso, participantes de um processo de aprendizagem de conteúdos das Ciências Biológicas e escrita da Língua Portuguesa como segunda língua (L2), com a parceria do professor, em que ambos são considerados como personagens centrais no momento da interação. A proposta de um novo conceito da palavra SURDO para VISUAL, numa perspectiva social, permeou todos os caminhos deste estudo, com referências dos tempos do filósofo Aristóteles aos contextos contemporâneos. O estudo fiou-se nas Metáforas Criativas dos participantes visuais surgidas no processo de aprendizagem para a construção de novos acordos de sentidos, concebidas como metáforas individuais no momento da criação, porém coletivas como produtos de experiências socioculturais e históricas de cada sujeito. A pesquisa é qualitativa, tendo como base teórica os pensadores Mikhail Bakhtin e Lev Vigotski, o pesquisador cubano Fernando González Rey, além do professor e pesquisador brasileiro Hildo Honório Couto. O objetivo cerne deste estudo é o exequível processo linguístico dos estudantes visuais na construção grafocêntrica dos saberes no campo das Ciências Biológicas, a partir de um olhar humanista e exotópico, refletido nas ações pedagógicas e metodológicas, que concebe a capacidade de aprendizagem do sujeito visual como Eficiente e não como Deficiente. Valendo-se de instrumentos pedagógicos, ora convencionais, ora inovadores, o percurso metodológico desta pesquisa compreendeu aulas, oficinas, entre outras atividades, no período de 2013 a 2015, em curso de extensão realizado na Universidade Federal de Mato Grosso. Tomou-se como fonte geradora de dados também a produção escrita dos participantes visuais no decorrer das ações teóricas e práticas compartilhadas nas aulas, que foram analisadas na tentativa de compreender o processo de aprendizagem das Ciências Biológicas e da escrita da Língua Portuguesa. Obteve-se, como resultado, o uso da escrita da Língua Portuguesa como segunda língua pelo estudante visual de forma eficaz e coerente dentro das normas da respectiva gramática, além do aprendizado amplo dos saberes nas áreas das Ciências Biológicas. Pode-se concluir que se faz urgente o entendimento educacional de que o estudante visual tem uma lógica em seu aprender, que é própria e única. O verbo aprender também é processo em que o educador deve inserir-se e assumir-se como um eterno aprendiz. 

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SABERES CIENTÍFICOS E PEDAGÓGICOS DE CONTEÚDO EXPRESSOS POR PROFESSORES EGRESSOS DO PROGRAMA DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA EM QUÍMICA DA UFMT

Autor: Marcel Thiago Damasceno Ribeiro (Orientadora: Profª. Drª. Terezinha Valim Oliver Gonçalves)

Categoria: Teses 2016

Palavras-chave: Pesquisa Narrativa. Formação de Professores de Química. Iniciação à Docência. Saberes Docentes.

Resumo:

Este trabalho de doutorado se insere no âmbito das pesquisas que buscam aprofundar a compreensão dos Saberes Docentes e Formação de Professores de Química e Iniciação à Docência em Química para a Educação Básica. Nesse sentido, apresento o problema da pesquisa: Como se configuram e se expressam saberes científicos e pedagógicos de conteúdos químicos subjacentes à docência de professores egressos do Programa de Bolsa de Iniciação à Docência em Química da UFMT, ao relatarem o ensino de Química que realizam na Educação Básica? Assumo a Pesquisa Narrativa como método de pesquisa, pois os pressupostos da pesquisa narrativa possibilitam ao pesquisador a sistematização das experiências vividas pelos professores no contexto educacional e o estabelecimento de relações entre os conhecimentos dos professores sobre o processo de produção de seus saberes e de como trabalham com o saber produzido. Esta pesquisa tem como sujeitos quatro pibidianos egressos do curso de Licenciatura em Química da UFMT, campus Cuiabá-MT, que estão atuando como professores de Química na Educação Básica. Concernente ao problema de pesquisa, optei pelos seguintes instrumentos investigativos: questionário, tendo em vista a caracterização dos sujeitos; depoimentos dos sujeitos envolvidos na pesquisa sob a forma de entrevista semiestruturada, registros em áudio do grupo focal realizado com os professores egressos e análises de documentos (como PPC da Licenciatura em Química, campus Cuiabá, da estrutura curricular de 1997/1 e 2010/1 e dos Subprojetos de Química do PIBID dos editais de 2007 e 2011). Para analisar os textos de campo e produzir os textos de pesquisa, adotei a Análise Textual Discursiva, que corresponde a uma metodologia de análise de dados e informações de natureza qualitativa com o propósito de produzir novas compreensões sobre as narrativas investigadas. Assumo a tese de que a base de saberes científicos e pedagógicos de conteúdo necessários ao ensino de Química pode ser catalizada na formação inicial pela participação em projetos de iniciação à docência no ambiente escolar desde o início do curso, o que potencializa a produção de saberes sobre a docência e práticas pedagógicas diferenciadas com vistas à educação para a cidadania. Dessa forma, pretendo, portanto, com os resultados obtidos com a presente tese, que estes possam suscitar ideias para o desenvolvimento de políticas públicas e curriculares para a formação de professores de Química para a Educação Básica, pois os resultados evidenciam que os saberes científicos e pedagógicos de conteúdo considerados como necessários à formação do professor são um exemplo do esforço intelectual que o docente tem de fazer na compreensão de um corpo de conhecimentos necessários à prática pedagógica. Entendo que esses conhecimentos têm de ser abordados na formação inicial. Por isso, o rompimento com o modelo de formação que prioriza a teoria em detrimento da prática não pode significar um currículo de supervalorização da prática em detrimento a formação teórica, mas sim uma abordagem dialética desses modelos na formação do profissional.

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HISTÓRIAS DE VIDA DE FORMADORES DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS: PARADIGMAS E PRINCÍPIOS CIENTÍFICO-PEDAGÓGICOS DE FORMAÇÃO DOCENTE

Autor: Paulo Sérgio Araújo da Silva (Orientadora: Profª. Drª. Rosália Maria Ribeiro de Aragão)

Categoria: Teses 2015

Palavras-chave: História de vida. Professores formadores de professores. Aspectos formativos da docência.

Resumo:

Trata-se de uma pesquisa qualitativa na modalidade narrativa, cujo objeto de investigação implica histórias de vida de professores formadores de professores de Ciências. Nesse âmbito, busco investigar se o conhecimento das histórias de vida de professores formadores de professores de Ciências contribuem para elucidar mecanismos de escolhas de aspectos científico-pedagógicos formativos passíveis de problematização no curso da formação de docentes das áreas científicas. Além de investigar como o conhecimento das histórias de vida de professores formadores de professores de Ciências elucida a maneira de cada um se constituir professor, inserido em ou assumindo claramente ‘paradigmas’ e ‘princípios’ científico- pedagógicos de formação docente? Isso para que eu possa compreender em que concepções de Educação, Ciência, Ensino, Pesquisa e Extensão, os sujeitos investigados (des)acreditam ao longo de suas vidas, bem como em que termos essas concepções se fazem presentes na maneira de cada um se constituir como professor formador de professores. Além disso, busco, ainda, conhecer os cruzamentos históricos com contextos sócio-político-culturais que se fazem presentes nas histórias de vida relatadas. Procuro identificar para compreender essas relações, a partir do estudo de memórias, de relatos de histórias de vida, de indícios que pareçam relevantes na constituição do profissional do magistério no ensino superior na área científica justamente para compreender o que contribui para a constituição do ser formador de professores de ciências. Em termos metodológicos, esta investigação usa histórias de vida e autobiografias produzidas oralmente e tomadas em gravação de áudio dos sujeitos professores-formadores-de-professores na área de ensino de ciências. Esses sujeitos foram selecionados sob os seguintes critérios: profissionais formadores que atuam na formação de professores de Biologia, Física, Química e Ciências ou na formação de professores para séries iniciais no tocante a assuntos relacionados ao ensino de ciências. Tais professores formadores – em número de cinco sujeitos – apresentam experiência mínima de oito anos de docência no ensino superior. As histórias de vida por eles relatadas apontam para eixos de discussões nos seguintes âmbitos: reminiscências acadêmicas e não-acadêmicas de professores formadores de professores de ciências na sua caminhada para a escolha profissional e a emergência de aspectos formativos para a formação docente e suas relações/implicações; a demarcação de contextos sócio-político-culturais condicionantes do trabalho docente de professores formadores de professores presentes nas histórias de vida relatadas; explicitação do conhecimento constante de histórias de vida de professores formadores de professores de ciências a partir da sua inserção nos cursos de formação docente e assim, elucidando a emergência de aspectos formativos. De modo geral diversos aspectos ou princípios formativos são elencados por meio das evocações, assim, dominar os conteúdos científicos, manifestar/expressar visões do processo científico-pedagógico, saber planejar, desenvolver e avaliar atividades de ensino (inclusive com as TIC), conceber a prática pedagógica cotidiana como objeto de investigação, perceber como as formas de ser e estar na profissão (identidade) estão sendo manipuladas por vários atores sociais, emergem das memórias dos formadores em cruzamentos com outros tipos de memórias, quais sejam, reminiscências da infância e da família no percurso da vida; da escola em que estudaram; das instituições de ensino superior em que se formaram; de encontros e de congressos acadêmicos de que participaram... Tudo aquilo que possa, ao ver de cada um, ter contribuído nos seus modos de vir a ser professor formador de professores de ciências, elucidando suas raízes sociais. Portanto os professores formadores de professores ao relatarem suas histórias de vida se mostram sujeitos em processos formativos que inserem em e/ou assumem paradigmas e princípios científico- pedagógicos de formação docente, influencias da Pedagogia tradicional (no qual o conhecimento é reproduzido, transmitido, imutável, o ensino é mecânico, descontextualizado, caracterizado pela verbalização docente, e o aluno é passivo, acrítico), do Paradigma emergente, e do Positivismo, são recorrentes.

 

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